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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Palete de Madeira

Não existem registros precisos sobre a origem dos paletes, até porque, o princípio da utilização do mesmo que, de forma empírica, sempre esteve presente nas atividades comerciais. Com certeza, o palete, na forma com hoje é definido, tenha seus primeiros registros com o surgimento das primeiras empilhadeiras, muito embora pode-se encontrar citações que a paletização começou nos Estados Unidos em 1925,  bem como de que tenha nesta época, no norte da Europa.
Os primeiros paletes tiveram sua aplicação no transporte  marítimo, na forma de estrado para agilização das operações de estiva.
Encontramos registros concretos do surgimento de palete como unidade de distribuição intermodal, de um lado pela “USA-FORCE” durante a 2.ª Guerra Mundial (1939-1945) utilizou 6.000 empilhadeiras e 6 milhões de paletes.
Logo ao final da 2.ª Guerra Mundial,. O transporte de carga na Europa era predominado pelo modal ferroviário, sendo uma das companhias melhor estruturadas a francesa: SNCF (Service Internacional de Chemins Fer) que instituiu o primeiro “Pool” de paletes, tendo adotado a dimensão 800 x 1.200 que era o sub-múltiplo de melhor aproveitamento dos veículos ferroviários. Imediatamente companhias férreas da Suíça, Suécia, Holanda, etc., também introduziram o palete 800 x 1.200 e foi formado em 1.952, o primeiro “Pool” Internacional de paletes.
Curiosamente a Alemanha (DeusTsche Bundesbahn – Cia. Ferroviária da RFA) em 1951, optou pelo palete 1.000 x 1.200, vindo a normalizar a dimensão 800 x 1200 apenas em 1960, uma vez que já se estudava a formação da U.I.C. – Union Internacional de Chemins de Fer. o que ocorreu em 1901, constituída de 19 paises, sendo então consagrado o palete EUR 800 x 1.200.
Simultaneamente ao mesmo período histórico, nos EUA, a tendência consolidava o palete 1.000 x 1.200, até que na década de 60, o container marítimo (Freight Container) revolucionou o conceito de movimentação de cargas, alargando as fronteiras da padronização, uma vez que o contêiner seria operado em sistema “door-to-door”.
A partir de 1964 nos EUA, se deu início um intensivo programa visando a criação de cargas unitárias intermodais que satisfizessem a maioria das áreas econômicas, nas suas múltiplas e diversas cadeiras de distribuição.
No Brasil a história do palete é mais recente, trazido pelas indústrias automobilísticas americanas e pelos supermercados de origem na França, foi introduzido no final da década de 60, início da década de 70, praticamente permaneceu em estagnação até por volta do início dos anos 80, quando foi estabelecida a norma da ABNT – NBR 8252 (Nov/1983).
Nesta mesma época, quando pouco ainda se falava em palete como elemento de distribuição, e os equipamentos de movimentação experimentavam maior avanço tecnológico oferecendo melhores opções para a mecanização, e que os técnicos brasileiros tomaram conhecimento da norma ANSI divulgada pelo IPT – Núcleo de Embalagem.
Em meados de 1987, a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercadistas) decidiu por criar o Grupo de Palete de Distribuição que se consolidou em abril de 1988.
A partir de 1987, o Sr. Paulo Lima tratou de levantar a realidade do setor de supermercados e fornecedores, e o Sr. J.G. Vantine aprofundou as pesquisas e estudos cuja somatória de resultados gerou extenso e profundo acervo técnico sobre o assunto a fim de evitar que houvesse abordagem não sistêmica e com base em princípios de uma só origem.
A padronização do palete para distribuição de mercadorias projetou o futuro, com base no que há de mais atual. Os fatos históricos apenas sintetizam o passado que não deve ser desprezado, mas também não deve ser fonte única de suporte.
Evolução do Estudo da Padronização no Brasil
Fatos importantes o estudo para padronização:
a)  A Logística Integrada estabelece intrínseca relação entre Suprimentos/ Produção/ Distribuição. A Logística é uma atividade moderna, que pressupõe a implantação de modelos padronizados em todas as atividades ligadas ao fluxo de informações e fluxo de materiais;
b)  A comercialização de produtos de consumo ou de base ocorre em termos globais, e assim torna-se mais intensa a partir da década de 90;
c)  A unificação da Comunidade Econômica Européia reformulou as normas referentes à embalagem e transporte;
d)  Em busca de melhores resultado operacional, processa-se profunda modificação no transporte marítimo de longo curso, estando o container em fase de reformulação dimensional. Na Europa e nos Estados Unidos o conceito de paletização e modulação de embalagens passa por total reestruturação em face da 2. ª geração de containeres, tendo o Comitê Técnico da ISSO, sugerido a unidade de carga com base no palete 1.000 x 1.200 internacionalmente.
Ficando assim caracterizada a medida do palete standard para o futuro: 1.200 x 1.000.
Conclusões da Padronização
O Palete Padrão pretende atender as finalidades genéricas e àquelas ligadas aos produtos de consumo na interface “Produção – Ponto de Venda”.

 A implantação do Palete Padrão ocorrerá de forma gradual e natural, ocorrendo através de novas aquisições de  paletes e de acordo com o planejamento de cada empresa e/ou setor.
  O intercâmbio do palete de distribuição será de competência exclusiva das empresas com relações comerciais. Sugere-se a formação de um órgão/associação que terá como função o acompanhamento da mplant5ação nos aspectos técnicos e operacionais.
  O objetivo em síntese é estabelecer regas claras e definitivas que permitam o intercâmbio de paletes sob a ótica das operações geradas pela livre iniciativa comercial entre empresas.

É um PBR?
Como o usuário sabe se o palete que ele está comprando é um PBR não?

Primeiramente a marca PBR deve estar gravada nos dois tocos esquerdos do palete e as iniciais do fabricante e data de fabricação nos tocos direitos.No caso da Matra: MTRA.
Isso mostra que o fabricante é credenciado pelo IPT para fabricação do PBR
  • As medidas externas são: 1,00 x 1,20 x 0,144 m
  • Madeiras: Pinus e Eucalipto
  • Ou então ligar para a ABRAPAL – Associação Brasileira dos Fabricantes de Paletes (fone (11) 255.8566) e saber se o fabricante é realmente credenciado para a fabricação do PBR
A função dos paletes é viabilizar a otimização do transporte de cargas através do uso de peleteiras e empilhadeiras, obtendo com isso vantagens como:
  • Redução do custo homem/hora;
  • Menores custos de manutenção do inventário bem como melhor controle do mesmo;
  • Rapidez na estocagem e movimentação das cargas.
  • Racionalização do espaço de armazenagem, com melhor aproveitamento vertical da área de estocagem;
  • Diminuição das operações de movimentação;
  • Redução de acidentes pessoais;
  • Diminuição de danos aos produtos;
  • Melhor aproveitamento dos equipamentos de movimentação;
  • Uniformização do local de estocagem.
Entre as desvantagens, estão:
  • Espaços perdidos dentro da unidade de carga;
  • Investimentos na aquisição de páletes, acessórios para a fixação da mercadoria à plataforma e equipamentos para a movimentação das unidades de carga;
  • O peso do palete e o seu volume podem aumentar o valor do frete;
  • O palete de plástico é uma boa opção; além de ter um terço do peso de um palete comum de madeira, tem uma duração muito maior e pode ser reciclado para vários meios de uso.


Visite : http://www.guialog.com.br/paletes.htm

A seguir colocamos as principais informações necessárias para conhecer mais, antes de definir qual o tipo de palete de madeira que deve adquirir para a sua empresa.

Observações Gerais :
nr. de entradas - São as entradas para os garfos da empilhadeira ou do carro hidráulico.
sem vãos - É quando não tem vãos entre as tábuas da superfície do palete.
com vãos - É quando tem vãos entre as tábuas da superfície do palete.
vãos grandes - É quando tem vãos mais espaçados entre as tábuas da superfície do palete.
madeira abaulada - É quando são utilizadas tábuas sem quinas para não ter risco de rasgar a embalagem do produto.
longarinas - Vigas de madeira que servem de apoio para colocar as tábuas que comporão a superfície do palete.
abas laterais - É quando as tábuas passam das longarinas das pontas, visando ter uma sobra para içamento por cabos.
com reforço - É quando no meio do palete e por baixo, tem uma tábua mais larga para reforçar a estrutura, devido ao peso do produto a ser paletizado. Ela é colocada em sentido contrário as tábuas da superfície; mesmo sentido das longarinas.
dupla face - É o palete com tábuas em cima e embaixo, pode ser reversível ou não.
reversível - É o palete que tem a mesma configuração em cima e embaixo, ou seja, o mesmo número e tamanho de tábuas em cima e embaixo.
calço - É colocado na longarina, entre as tábuas para que o palete não fique com nenhuma diferença de apoio na face inferior, para não enganchar ou ferir alguma caixa ou embalagem do palete inferior ou para correr em esteiras automatizadas.







Fonte : http://www.guialog.com.br/paletes.htm

A - 2 entradas, dupla face reversível, aba lateral para içamento por cabos, uso com empilhadeira.
B - 2 entradas, dupla face reversível, quatro longarinas e uso com empilhadeira.
C - 4 entradas, longarina com corte, uso com empilhadeira e carro hidráulico.
D - 2 entradas, aba lateral para içamento por cabos, uso com empilhadeira e carro hidráulico.
E - 2 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico, com calço.
F - 4 entradas, dupla face reversível, uso com empilhadeira.
G - 4 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico.
H - 2 entradas,uso com empilhadeira e carro hidráulico.
I - 2 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico, sem peças na face inferior.
J - 2 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico, com calço.
K - 2 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico.
L - 4 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico, face superior sem vão entre as peças.
M - 4 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico.
N - 4 entradas, uso com empilhadeira e carro hidráulico, face superior com vão grande.
O - Mostra o exemplo de Palete com madeiras abauladas (sem quina). Próprio para sacarias, pois evita o rasgamento.

Existem ainda outros tipos de materiais para a confecção de Paletes como Borracha, Metálicos, Papelão, Plástico.

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