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segunda-feira, 1 de março de 2010

Evolução Logística


 O Webster’s New Encyclopedic Dictionary, citado por Ballou (2001. p. 21), define logística como “ramo da ciência militar que lida com a obtenção, a manutenção e o transporte de materiais, pessoal e instalações”.
            Inicialmente tida como ramo da ciência militar, a logística foi encampada pelo meio empresarial e assumida como atividade que gera valor. Ainda em Ballou (2001, p. 21), pode-se encontrar a definição de logística empresarial, dada pelo Council of Logistics Management:

Logística é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e economicamente eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes.

Assim como a estratégia, a logística veio dos tempos de guerras, quando os militares eram obrigados a desenvolver todos os tipos de meios para ganhar as batalhas e, sobretudo, manterem-se vivos. Por outro lado, o início das atividades da logística remonta há muitos e muitos anos. Pereira (2003, p. 37), cita vários exemplos da logística nos antigos tempos e em um deles se refere à construção da Arca de Noé, “[...] um dispositivo flutuante, compartimentado, de três andares, com capacidade para transportar carga de mais de 300 vagões ferroviários e cerca de 7.000 tipos de animais”.

1  Aspectos históricos da logística

Bowersox e Closs (2001) relatam que até a década de 1950 a logística era tratada de maneira puramente funcional nas empresas. A pouca importância dada à logística se devia a alguns fatores básicos, a saber:
  • não se acreditava que as funções logísticas pudessem ser integradas, tampouco que a integração pudesse trazer melhoria no desempenho dos negócios;
  • mudanças no ambiente econômico e uma crescente pressão por maiores lucros fizeram com que se despertasse para a contenção e redução de custos;
  • outro obstáculo foi a dificuldade de se quantificar o retorno sobre os investimentos que se teria de fazer.

A partir da década de 1950, começaram os estudos formais sobre logística, entretanto, as mudanças no meio empresarial somente foram sentidas a partir dos anos 1980 e 1990 e Bowersox e Closs (2001, p. 28) afirmam que

Os mais importantes mecanismos propulsores destas mudanças foram: (1) uma mudança significativa nas regulamentações; (2) a comercialização do microcomputador; (3) a revolução da informação; (4) a adoção, em grande escala, dos movimentos da qualidade; e (5) o desenvolvimento de parcerias e alianças estratégicas.

No início da década de 1980, houve uma reforma radical na infra-estrutura política e econômica dos transportes nos EUA e era grande a difusão de que os microcomputadores poderiam substituir com larga vantagem (senão eliminar) os mainframes, o que ocorreu no início dos anos 90. Juntando-se a isto, cresceu a comercialização de novas tecnologias de comunicação, bem como o avanço de tudo o que se relacionava com a tecnologia da informação.
A busca pela qualidade passou a ser uma exigência do ambiente competitivo e a alta administração das empresas que passou a exigir desempenho logístico. A década de 1980 foi o marco do desenvolvimento de alianças estratégicas, tratando clientes e fornecedores como parceiros.
            A logística foi encampada pelo meio empresarial e assumida como atividade que gera valor. Ballou (2001, p. 21) nos diz que “a missão da logística é dispor a mercadoria ou o serviço certo, no lugar certo, no tempo certo e nas condições desejadas, ao mesmo tempo em que fornece a maior contribuição à empresa”.

Pesquise na Bibliografia Básica a Evolução Histórica 

-BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 532 p.
- BOWERSOX, Donald J. e CLOSS, David J. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2001. 594 p.
- CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Estratégia, Planejamento e Operações. São Paulo: Prentice Hall, 2003. 465 p.

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